segunda-feira, 2 de abril de 2012

Marley e Eu


Marley e Eu – John Grogan

 A vida e o amor ao lado do pior cão do mundo.

John Grogan
Marley, o protagonista da nossa resenha é o labrador inseparável de John. John é um jornalista da Flórida casado com Jenny que também é jornalista. Ambos começam a sua vida, seus empregos, sua primeira casa, tudo conquistado junto, mas eles sentiam falta de alguma coisa. Logicamente eles pensaram em ter um filho, mas como ainda não se sentiam preparados para tal responsabilidade resolveram começar adotando uma planta – que Jenny matou afogada de tanto regar. Como a ideia não funcionou eles decidiram adotar um cão. O anuncio de uma ninhada de Labradores para adoção chamou à atenção de John e Jenny. Eles foram até a fazenda para ver os filhotes e se apaixonaram por Marley e Marley por eles desde o primeiro instante.
Marley era um filhote um tanto agitado. Mordia tudo a sua volta, engolia tudo o que fosse possível, por onde passava era como se um furacão de proporções avassaladoras tivesse passado atrás. Claro que isso não diminuía o amor do casal por ele. Marley havia se tornado parte da família, conquistado seu lugar no coração de John e Jenny que agora já se sentiam preparados para ter um filho, pois cuidar de Marley era uma tarefa que exigia muita responsabilidade (estar o tempo todo atrás dele concertando suas bagunças), paciência (e muita paciência, principalmente quando chovia pois Marley destruía a casa toda num desespero desenfreado à procura de abrigo) e muito amor (que não era difícil, pois Marley lhes retribuía com um amor ainda maior).
Os filhos vieram. Primeiro Patrick depois Connor e por ultimo Collen. As responsabilidades aumentaram, a vida era mais corrida agora, mas ainda assim Marley estava lá, nas melhores e nas piores horas, enchendo a casa de alegria e protegendo à todos. Até astro de cinema Marley foi!
Mas chegou o dia em que Marley já não era o mesmo, ele estava ficando velho, os problemas aparecendo e a família se deu conta que teriam que se preparar para a perda que eles teriam que enfrentar. Foi um momento muito triste, digno de lágrimas por parte dos leitores também. Marley se foi deixando grandes lições à todos. Amar incondicionalmente, ser feliz sendo quem é, aproveitar as coisas boas da vida e quando as ruins chegarem não perder a esperança.

Marley e Eu é muito mais que um simples romance de 300 páginas, é uma lição de vida e amor.

“Na solidão da escuridão, quase consegui sentir a finitude da vida e a sua preciosidade. Não damos valor, mas ela é frágil, precária, incerta, capaz de terminar à qualquer momento, sem aviso.Lembrei-me do que deveria ser óbvio, mas nem sempre é: que cada dia, cada hora, cada minuto merecem ser apreciados.
Também senti algo mais – espanto diante da infinita capacidade do coração humano, grande o bastante para absorver uma tragédia desta magnitude e ainda ser capaz de encontrar especo para os pequenos momentos de dor e sofrimento pessoal que fazem parte da vida de qualquer um.” John

Se você está se perguntando:
É a mesma história do filme?
Posso afirmar que o livro, como na maioria dos casos, é muito melhor que o filme. A história é mais completa, mas intensa, e com o mesmo nível ou até maior, de comédia e emoção do filme. Vale a pena cada pagina de leitura.
Gostou da resenha, comente! Vou ficar muito feliz em responder cada um dos comentários.

segunda-feira, 19 de março de 2012

O Curioso Caso de Benjamin Button

O Curioso Caso de Benjamin Button  F. Scott Fitzgerald

Hoje vim aqui para trazer à vocês a resenha de um livro que eu não li, mas vi o filme descobri que ele foi inspirado nesse conto e resolvi que seria legal compartilhar. Talvez vocês ja tenham assistido esse filmasso mas eu não podia deixar de trazer aqui para o jardim.
O filme estrelado por Brad Pitt, conta a história de Benjamin Button, uma criança que nasceu em circunstancias incomuns. Para Benjamin, o tempo passava ao contrátio, a cada dia ele ficava mais jovem e se a sua pergunta é -então ele morreu de meninice? A resposta é sim. Benjamin nasceu com todas as caracteristicas de um velho à beira da morte, e morreu como um bebê rescem-nascido. Mas a história não se resume só a aparencia de Benjamin, é muito mais intença e envolvente do que se pode expressar, só vendo mesmo o filme pra entender.
Mas você deve estar se perguntando:-o blog não é literário?
Sim, mas estou falando mais do filme porque o livro é diferente do filme e pela primeira vez na minha vida conheci um filme que é melhor do que o próprio livro em que foi inspirado. É isso que nos diz o meu amigo Gilberto nessa resenha que ele escreveu e publicou no Skoob e hoje eu trago para vocês.





































































































































"Gilberto27/02/2010

Gostei da história, simplesmente interessante o tema. A versão em quadrinhos contém o texto original do conto de Fitzgerald e ainda tem as belas ilustrações, que o enriquece ainda mais. Não o leia achando que esse Benjamin é o mesmo das telonas, que Brad Pitt viveu na pele.

O livro é um pouco vazio, talvez pelas poucas quantidades de páginas, as personagens são frias (e até supérfluas) e os momentos são efêmeros. Para Benjamin, que sabia quando iria morrer, parecia que não estava tão preocupado com isso. A cada novo ano sua morte se aproximava, e Benjamin não demonstra qualquer reação.

Não se pode comparar com o filme, são duas histórias diferentes. O livro é mais cômico e filosófico, enquanto a produção hollywoodiana é um drama fantástico e emocionante. É um dos poucos filmes que superaram a versão do qual foi baseado. 

Vale à pena dedicar algum tempo na leitura da história do homem que nasceu velho (de corpo e de mentalidade). A idéia de “nascimento ao contrário” vale cada centavo gasto na compra do livro. 
"

Então, ja viram o filme ou leram o livro? O que acharam?
Ainda não viram o filme e ficaram curiosos? Corre lá na locadora porque vale muito o tempo gasto assistindo. Mas antes deixa o seu comentário ai.
Vou deixar umas imagens do filme para vocês.


domingo, 11 de março de 2012

Comer, rezar, amar

Comer, rezar, amar
Elizabeth Gilbert
A busca de uma mulher por todas as coisas da vida na Itália, na India e na Indonésia.

O livro Comer, rezar, amar nos conta a história de Liz (Elizabeth Gilbert - Isso mesmo, a autora).
Liz saia de um complicado e doloroso divorcio. Todos esperavam que ela fosse mãe e esposa como todas as outras mulheres, mas ela sabia que não queria isso de si mesma; e nessa fase complicada em que Liz se encontrava ela sentia-se sozinha até que um dia, em prufundo desespero, sentada no chão do banheiro ela ouviu uma voz que dizia "Volte para a cama Liz".
Nesse momento Liz entendeu que precisava de ajuda espiritual, ela precisa se aproximar mais de deus.
Após seu divorcio ela tem um caso com David, em quem ela deposita toda a sua confiança para preencher as lacunas de sua vida e que também acaba lhe trazendo muita tristeza e é nessa hora que Liz decide sair do seu emprego, vender todos os seus bens e sair em uma viagem de um ano em busca do perfeito equilibrio para sua vida.
Os quatro meses que Liz passou na Itália foram totalmente entregues ao prazer. Ela aprende a falar italiano, conhece várias cidades, faz muitos amigos(por exempo: Giovanni Spaguetti), come os melhores pratos de macarrão e engorda os 10 quilos mais felizes de toda a sua vida. Lá ela reaprende a sentir prazer nas pequenas coisas da vida, dedicar um tempo a sí mesma. Lá ela se sente feliz.
Os proximos quatro meses que Liz passa na Índia, em um ashram, são os meses em que ela batalha consigo mesma para conseguir se libertar de seus pensamentos que à atrapalham de chegar a conciência plena do universo, ou seja, ela quer se sentir feliz espiritualmente agora, feliz com seu interior. Claro que ela faz amigos lá também Richard do Texas que a apilidou de Sacolão, mas que também lhe da muitos conselhos valiosos e muita distração.
No fim desses quantro meses, quando Liz parte para a Indonésia já não é a mesma que embarcou nessa aventura, ela agora é outra mulher, como confirmou Ketut (o xamã com idade estimada entre 65 e 112 anos com quem Liz passava boa parte de seus dias). Ela fez muitos amigos lá também (Ketut, Mario, Yudy, Wayan), mas também descobre que agora ela precisa aprender o equilibro entre prazer e espíritualidade, e isso acontece quando ela conhece Felipe, o BRASILEIRO por quem acaba se apaixonando. Liz sente muito mesmo de se entregar à esse relacionamento e acabar se machucando, mas Felipe, que também era divorciado a convence e eles namoram *-*. E assim termina a viagem de Liz, quando ela se sente completa e feliz, e agora sim, capaz de fazer alguém feliz.

Minha opinião particular sobre Comer, rezar, amar :
Quando começei a segunda parte do livro, quando Liz vai para o ashram na Índia confesso que tive contade de abandonar o livro, mas como eu sempre aconselho a nunca desistir de um livro antes que ele acabe, resolvi seguir meu conselho e continuar a leitura; e adivinhem só: Amei ler esse livro!
Comer, rezar, amar não é ficção, é a realidade de uma mulher e pode ser a realizade de qualquer um de nós; porque chega um momento em nossa vida que é necessário encontrar o equilibro, encontrar aquilo que vai preencher todas as lacunas e responder todos os quetionamentos, e o livro trata exatamente disso, nos fala da maneira que Elizabeth Gilbert encontrou para ser feliz.
Indico à todos os leitores do Jardim de Leitura.

E você, já leu Comer, rezar, amar ? O que achou dele? Leria novamente? Indica para alguém?
Não leu ainda? Não importa. Deixe seu comentário, vou ficar muito feliz em responder.

Beijinhos
Até a proxima resenha. ;)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Diva

Olá!

Passei no Jardim hoje para deixar para vocês mais outra resenha de livro nacional. Continuando com José de Alencar, hoje o romance é Diva. 



Diva
José de Alencar


Diva é o livro que conta a história de amor de Amaral e Emília (a diva).
Emília é a filha mimada de um rico capitalista do Rio de Janeiro em busca de um romance que não fosse apenas por interesse em seu dinheiro. Amaral, um jovem médico devotado a sua profissão.
A história é contada por Amaral, que escreveu em forma de carta para seu amigo Paulo (isso mesmo, o Paulo do romance Lucíola).
Amaral conheceu Emília quando ela ainda era uma menina, tinha 14 anos na época, e estava gravemente doente. Ela estava relutante para ser atendida por ele, mas sua doença se agravou não deixando outra escolha. O jovem médico dedicou-se inteiramente para salvar a vida de Emília. Terminado o tratamento,  Sr. Duarte, pai de Mila, queria recompensá-lo mas ele recusou. 
Amaral apaixonou-se por Emília, que lhe tratava com o maior desprezo e frieza possíveis. O jovem sofria ao vê-la dançar com outros homens nos bailes em que eles frequentavam. Emília ,de personalidade forte, era insubmissa e pensava que Amaral tinha apenas interesse em sua riqueza e também tinha medo de abrir mão de sua vida por um amor
"Meu coração diz-me que eu o estimo tanto como a meu pai; que o senhor ocupa uma grande parte da minha vida; que sua lembrança gravou-se e não se apagará mais nunca em meu pensamento; que as horas que passo a seu lado são as mais doces para mim; que nenhuma voz toca mais suavemente as cordas de minha alma. Eis o que me diz o meu coração; mas ele não diz que pelo senhor eu sacrificaria tudo, as considerações do mundo, minha família, as minhas afeições e os meus sentimentos; ele não diz que o senhor bastaria à minha vida, e a encheria tanto, que não houvesse mais lugar nela para outro pensamento e outro desejo. Não diz isto; logo eu não o amo!..."

Confesso que eu fiquei com pena o pobrezinho do Amaral, do jeito que Emília tratava ele. Ela era muito confusa em seus pensamentos e com isso fazia o moço sofrer.
"—Ao menos diga-me. Posso ainda ter uma esperança? —Eu a tenho!... respondeu-me."

Neste livro temos o famoso "final feliz" em que depois de tantos rodeios a história toda se esclarece e eles acabam ficando juntos e felizes...

"SIM, Augusto, eu te amo!... Já não tenho outra consciência de minha vida. Sei que existo, porque te amo.
Quero guardar-me toda só para ti. Vem, Augusto: eu te espero.
A minha vida terminou; começo agora a viver em ti.
Tua Emília."                                                                        *-*

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Lucíola

Boa Tarde leitores!
Venho aqui hoje para apresentar à vocês a primeira resenha de um livro nacional aqui do Jardim.
O escolhido para  a estreia foi um clássico do romantismo brasileiro

Lucíola
José de Alencar

Lúcia, a personagem protagonista que da nome ao romance, é uma cortesã de luxo do Rio de Janeiro do século XIX. Rica, exótica e desejada, ela desperta a paixão de Paulo, um rapaz do interior que foi para o Rio para conhecer a Corte.
Paulo na primeira vez que viu Lúcia a julgou meiga e angelical, e embora seu amigo Couto fale sobre sua profissão e seus caprichos, ele ainda conserva essa imagem da jovem cortesã. 
Paulo, encantado pela beleza de Lúcia, se aproxima, à principio apenas por diversão e para satisfazer seus desejos, mas acaba se envolvendo e aprende a amá-la. Ele não concorda com a profissão de Lúcia e por isso eles têm muitas confusões e brigas. Lúcia, que também aprende a ama-lo, sofre por sentir-se indigna do amor que ele tem por ela e acaba negando satisfazer os desejos do jovem. 
Depois de muito fazer Paulo sofrer pelo desprezo, Lúcia resolve então dedicar-se inteiramente à esse amor para que sua alma fosse purificada por ele. Ela resolve desfazer-se da vida que tinha e compra uma casa simples em um lugar sossegado. Lá ela conta sua história para Paulo fazendo assim ele entender suas atitudes em relação a ele.

Lucia surpreende não só Paulo, mas os leitores também com sua história começando por seu verdadeiro nome:

Maria Glória era uma menina de apenas quatorze anos quando toda a sua família caiu doente de febre amarela, ela desesperada para salvar sua família deixa-se levar pelas palavras de Couto e lhe vende seu bem mais precioso: sua virgindade.
Seu pai quando descobre à põe pra fora de casa. Ela finge então sua própria morte assumindo o nome de sua amiga Lúcia que acabara de falecer. Agora, com o dinheiro que ela ganhava como cortesã, ela bancava os estudos de Ana, sua irmã mais nova.
Como o romance foi escrito na época do Romantismo no Brasil, é claro que José de Alencar não poderia deixar Lúcia viva, devido aos padrões morais da época.
Lúcia engravida e percebendo que iria morrer pede a Paulo que se case com sua irmã. Como Paulo nega o pedido ela se nega à fazer o aborto e morre. Paulo passa a cuidar de Ana como um pai.
Cinco anos depois da morte de Lúcia, Ana casa-se com um homem de bem e Paulo continua triste pela morte de sua amada.

Lucíola é o quinto romance de Alencar e o primeiro da trilogia que ele denominou de "perfis de mulheres" (Lucíola, Diva e Senhora). Situa-se entre seus romances urbanos que representam um levantamento da nossa vida burguesa do século passado. A obra, publicada em 1862, é um romance de amor bem ao sabor do Romantismo, muito embora uma ou outra manifestação do estilo Realista aí se faça presente. Trata-se de um romance de "primeira pessoa", ou seja, o narrador da história é um personagem importante da mesma, Paulo Silva. E ele a narra em cartas dirigidas a uma senhora, G. M. (pseudônimo de Alencar), que as publica em livro com o título de Lucíola.